Benício Alves de Oliveira

por arp publicado 03/09/2015 09h10, última modificação 03/09/2015 09h10

O Vereador Benício Alves de Oliveira, era natural do Sítio Nogueira, zona rural do município de Anadia, onde nasceu no ano de 1916. Era o filho primogênito do casal Antonio Alves de Oliveira e Maria Olímpio de Oliveira, de cujo matrimônio nasceram: Benício, Experidião, Lourival, Egina, Josefa, Maria José e José.
Jovem , inteligente e dotado de iniciativa, em 1936, Benício Alves pensando em melhores dias, deixou sua terra natal aos vinte anos e se transferiu para a cidade de Palmeira dos Índios, onde ingressou na Empresa Comércio e Construção, empreiteira de Recife, que prestava serviços na implantação da linha férrea ligando Maceió – Porto Real de Colégio, na qual Benício Alves passou a atuar como apontador de obras.
Nesse mesmo ano ( 1936) casou-se em Palmeira dos Índios com a jovem Aurelina Valões de Oliveira, que logo após faleceu deixando o filho Antonio. Uma vez viúvo, Benício Alves continuou engajado na implantação da linha de ferro, que seguindo o projeto avançava na direção do então povoado Olho Dagua do Acioli – atual cidade de Igaci.
Em 1939, a Empresa Comércio e Construção tomava o rumo de Lagoa do Rancho, para em seguida prosseguir na direção de Arapiraca. Nessa época não havia tecnologia e as construções eram muito lentas, pois toda mão de obra era braçal e só no início de 1940 é que Benício Alves chegaria em Lagoa da Canoa onde se instalou com seus pais e irmãos e adquiriu uma mercearia, porém muito ligado a sua função de apontador de obras na empreiteira cujo Diretor Administrativo era o alemão Dr.Gastão.
Em, 1942, casou-se pela segunda vez com a jovem Josefa Barbosa Bóia, mais conhecida por Branca, filha de Manezinho Bruno, que faleceu e não deixou filhos. Após ficar viúvo Benício Alves casou pela terceira e última vez com a jovem Ilda Araújo de Oliveira de cujo casamento nasceram: Manoel, Samoel, Benício, Cibele e Gláucia.
Em 1950, Benício Alves passou a residir no bairro de Cacimbas em Arapiraca, onde se estabeleceu com armazém de cereais, mantendo outro em Lagoa da Canoa cujo transporte fazia em seu próprio caminhão. Em 1954, filiado a UDN e correligionário do médico e candidato a deputado estadual Dr. Marques da Silva, de quem era compadre, candidatou-se a vereador e foi eleito em 1954 a 1958, sendo trucidado em novembro de 1956, no sítio Alexandre quando dirigia seu caminhão no trajeto Lagoa da Canoa – Arapiraca. Era um político que primava pela lealdade, prestação de serviço, um cidadão reconhecido também pela sua coragem, e que marcou época como homem público.